No plano de discussões políticas no Brasil há sempre uma defesa de princípios baseando-se na verdade. Abre-se um leque às interpretações raramente chegando-se a um conceito comum. Colocar-se-ia termo à questão de restringe-se à verdade absoluta que é invariavelmente verdadeira em qualquer tempo, lugar ou circunstância, contrária da verdade relativa, que depende de perspectivas ou contextos culturais. A verdade absoluta é considerada um fato imutável e independente da opinião humana. Por outro lado, stricto sensu, a verdade é a correspondência entre um pensamento, discurso ou crença e a realidade dos fatos. Pode ser interpretada como objetiva (fato concreto) ou subjetiva (percepção individual).
Este sucinto preâmbulo leva-se a pensar fatos históricos diante da situação vivida no Brasil onde graça, exasperadamente, o antagonismo de ideias e posições o que não permite jorrar luzes sobre os fatos quando se impõe uma verdade. No caso, tome-se exemplos históricos que podem ser recordados e, para não se estender muito no assunto, tome-se a Revolução Francesa, um marco importante na história da humanidade, a abertura para a implantação da democracia. No combate à monarquia surgiram duas facções jacobinos e girondinos destacando-se as figuras de Robespierre e Danton. Robespierre era tido como o “incorruptível Radical”, figura central do Comitê da Salvação Pública. Ele defendia o uso do terror como justiça severa e inflexível para proteger a República destacando-se execuções dos inimigos na guilhotina. Apesar de seus ideais democráticos, liderou o Período do Terror, usando a violência e a repressão para sufocar os inimigos da República, o que o torna uma figura complexa e controversa até nos tempos modernos. Danton era mais moderado, conquanto defendesse a Revolução e o seu posicionamento condenando o radicalismo do jacobinos o levou a ser condenado à guilhotina a mando de Robespierre mais conhecido por seu papel como membro do Comitê de Segurança Pública e por ter assinado, pessoalmente, 542 prisões durante o período do Terror valendo-se do seu poder: ele sentava-se nos bancos mais altos da Assembleia. Acabou lembrado tanto por seus ideais de igualdade quando por sua participação na violência revolucionária. E qual foi o seu fim: condenado à morte pela guilhotina tanto quanto aqueles que ele condenou na sua atuação radical no "Reinado do Terror". "A história é a mãe da vida" magistra vitae.

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