Na manhã deste sábado, 11, o poeta Joaquim Meira, presidente da Associação dos Poetas de São Francisco, foi entrevistado por alunos da EE Dr. Tarcísio Meira, oportunidade em que ele discorreu sobre seu trabalho literário desde a adolescência como aluno da Escola Caio Martins de São Francisco, quando se apresentava no Grêmio Estudantil declamando poesias de vários autores e os seus primeiros ensaios. O tempo passou... passou, e o Meira continuou vivendo o sonho do poeta escrevendo continuamente as suas poesias chegando à publicação do primeiro livro – Minha Vida, publicado em 2019. E não tem parado, semanalmente – ou quase diariamente – ele publica suas poesias no Grupo dos Poetas de São Francisco.
O trabalho do Meira se estende, ainda, a ações sociais, especialmente na Conferência de São Vicente de Paulo no bairro Aparecida, que tem como presidente a sua esposa Lia.
Meira é um exemplo de cidadão comprometido com a sua terra, com seu país para a juventude são-franciscana. A entrevista que concedeu aos alunos da escola Dr. Tarcísio Generoso teve excelente acolhida e repercussão segundo a professora Vilma Beatriz.
Na página seguinte o Portal traz a apreciação do livro Minha Vida feita pelo nosso editor João Naves de Melo.
MINHA VIDA

Apresentação de um belo livro
Joaquim Meira – poetinha, como carinhosamente o tratamos – nos brinda com a publicação do seu primeiro livro. Insistimos para que o fizesse, pois era preciso registrar e deixar gravada uma trajetória poética que teve início nos idos de 70, quando, aluno da Escola Caio Martins, ele alegrava as reuniões dominicais do grêmio declamando belos poemas. Ficou na memória de muitos amigos daquela época a sua performance declamando o poema Furar Abelha, que escrevi especialmente para ele. O Poetinha era atento. Ele acompanhava com atenção as apresentações do grupo de jogral da Escola – Jorge, Valdecy, Valdir e Ricardo – e, com isso, foi ganhando mais e mais amor pelos versos. De repente começou a poetar, também. Ele tem uma característica peculiar: poemas de versos curtos – especialmente monossílabos, dissílabos e trissílabos, no muito – em que fala muito com poucas palavras. E mais, tem registro do simbolismo, quase sempre. É isso, quem lê precisa penetrar nas palavras como um analista de alma para buscar seus sentidos e, encontrando-os terá revelada a maravilha do seu conteúdo. Não é fácil escrever poesia como o faz o Meira. À vista pode parecer muito singelo, despretensioso, mas mergulhando no sentido de cada palavra costurando-a em cada verso, chega-se ao que quis dizer o poeta – Minha Vida. São muito expressivos os seus poemas. Às vezes me parecem misteriosos, enigmáticos, o que contrasta com o jeito afável e aberto do Meira. Isso é possível ver no poema Busca – “sofrei os sonhos / e os espinhos / para florir caminhos”. E segue filosofando com brandura: “busquei-me no sol / raio de luz / busquei-me na tarde / calma e paz / busquei-me flor / para florir caminhos”. E fecha a sua busca com belo verso: “tornei-me dia / ave de sonhos / vivi em alegrias / e tive sede / de saber o meu ser”.Acredito, Meira, pelo tanto que sei de você (sei?), dos nossos anos de convivência, desde você menino na nossa escola, que, na sua felicidade sempre mostrada, você sabe muito bem o seu ser. Seus versos revelam sua alma pura e bondosa.Em vista de poemas tão curtos, falar muito seria um despropósito e poderia quebrar o encanto. Meira, fico por aqui, com meu abraço e minha alegria pela realização de seu grande sonho: o livro.
João Naves de Melo