sábado, 7 de março de 2026

REFLEXÃO


No plano de discussões políticas no Brasil há sempre uma defesa de princípios baseando-se na verdade. Abre-se um leque às interpretações raramente chegando-se a um conceito comum. Colocar-se-ia termo à questão de restringe-se à verdade absoluta que é invariavelmente verdadeira em qualquer tempo, lugar ou circunstância, contrária da verdade relativa, que depende de perspectivas ou contextos culturais. A verdade absoluta é considerada um fato imutável e independente da opinião humana. Por outro lado, stricto sensu, a verdade é a correspondência entre um pensamento, discurso ou crença e a realidade dos fatos. Pode ser interpretada como objetiva (fato concreto) ou subjetiva (percepção individual). 

Este sucinto preâmbulo leva-se a pensar fatos históricos diante da situação vivida no Brasil onde graça, exasperadamente, o antagonismo de ideias e posições o que não permite jorrar luzes sobre os fatos quando se impõe uma verdade. No caso, tome-se exemplos históricos que  podem ser recordados e, para não se estender muito no assunto, tome-se a Revolução Francesa, um marco importante na história da humanidade, a abertura para a implantação da democracia. No combate à monarquia surgiram duas facções jacobinos e girondinos destacando-se as figuras de Robespierre e Danton. Robespierre era tido como o “incorruptível Radical”, figura central do Comitê da Salvação Pública. Ele defendia o uso do terror como justiça severa e inflexível para proteger a República destacando-se  execuções dos inimigos na guilhotina. Apesar de seus ideais democráticos, liderou o Período do Terror, usando a violência e a repressão para sufocar os inimigos da República, o que o torna uma figura complexa e controversa até nos tempos modernos. Danton era mais moderado, conquanto defendesse a Revolução e o seu posicionamento condenando o radicalismo do jacobinos o levou a ser condenado à guilhotina a mando de Robespierre mais conhecido por seu papel como membro do Comitê de Segurança Pública e por ter assinado, pessoalmente, 542 prisões durante o período do Terror valendo-se do seu poder: ele sentava-se nos bancos mais altos da Assembleia. Acabou lembrado tanto por seus ideais de igualdade quando por sua participação na violência revolucionária. E qual foi o seu fim: condenado à morte pela guilhotina tanto quanto aqueles que ele condenou na sua atuação radical no "Reinado do Terror".  "A história é a mãe da vida"  magistra vitae. 

A MULHER

  Por quê o Dia Internacional da mulher? Ora, qual o dia que não é o da mulher? Fisiologicamente ela é a personalidade da vida e, para tal, o bastante é procurar a história da criação narrada na Bíblia Sagrada: “Criou  Deus, pois o homem à sua imagem. À imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. No momento primeiro chegou a mulher, a companheira do homem e, com ele, e por ela, a grande descendência da humanidade. Por aí tudo se resume, porém no caminhar da humanidade ela surge pontificando-se como referência em todos os campos em atos de heroísmo, solidariedade, humanidade, uma grandeza sem par.

Maria, um nome que diz tanto, a estrela magnificat, a figura exponencial da mulher. Na esteira de sua passagem pelo mundo, ao seu tempo e limites, a mulher  tem  destaque no panteão da história – e são muitas. Despontam, ainda, as mais humildes que arrostam sacrifícios para o bem e a felicidade da família, pois, sem ela não há família. Basta lembrar que a Bíblia sempre atribuiu às mulheres uma posição de honra e sabedoria.

Mulher esposa, mulher amiga, mulher namorada: a VIDA!

A referência ao Dia Internacional da Mulher serve, apenas, para confirmar uma verdade insofismável: sem ela não existiria a humanidade e mundo não teria nenhum encanto, nenhuma beleza, nenhuma candura...

O Portal presta singelas, mas calorosas, homenagens às mulheres!

sábado, 28 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO

 


A história da jornada humana é assustadora tanto do ponto de vista religioso quanto da história e da ciência, tendo como foco a terrível antítese: o Bem e o Mal.

Numa cronologia religiosa tem-se como primeiro momento a desobediência e o pecado de Adão e Eva. No segundo momento surge o bem e o mal, o ódio, a inveja e o crime, no caso de Abel e Caim. No terceiro surge o patriarca Abraão que ao expulsar a escrava Hagar e seu filho Ismael para o deserto deu origem ao surgimento do povo ismaelitas ancestrais de muitos povos árabes (árabes e judeus hoje) – o sectarismo. Sodoma a corrupção e promiscuidade destruída com fogo e enxofre – símbolo do pecado. Salvando a humanidade com o dilúvio Deus escolheu Noé que teve três filhos Cam (cananeus, babilônios, egípcios), Sem (assírios, caldeus, hebreus) Jafé (persas, romanos macedônios) – guerras. Num marco divisor veio Jesus Cristo com a mensagem do amor. Então, Deus em sua misericórdia, acudiu a humanidade. 

Pelo lado da ciência. Homus erecto, de herbívoro a carnívoro, descobriu as mãos se fez caçador, de um pedaço de osso a primeira arma que passou a se defender e a atacar; aparece o ferro e as primeiras armas mais letais: facas, espadas, lanças, armas de defesa e ataques e força de possessão.  Pólvora potencial na fabricação de artefatos explosivos ampliação de poder. Avião e TNT meios de ataque e destruição. Na evolução da física e da química fez do adormecido plutônio a terrível “Fat Man” que destruiu Nagasaki e evoluída põe em risco toda a humanidade. Apenas um diminuto retrato... Tudo isso é muito assustador, triste e espantoso se imaginar que o homem é uma criatura de Deus, percebendo que o ódio e o amor andam de mãos dadas, quando vê-se que os valores são maldades por interesses individuais e culturais; quando se toma o Pathos da Verdade (Nietzsche) com o povo como rebanho que se omite de conhecer a verdade, como fracos, aceitam a verdade dada. Bem, isto é assunto para a próxima reflexão: a Verdade Absoluta com o que se vive no Brasil.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO

 


A instituição família foi alvo de achincalhamento no desfile carnavalesco no Rio de Janeiro deste ano, que atingiu, ainda, grupos religiosos e o agronegócio num ativismo ideológico que revela total ignorância e descompromisso com a verdade. No caso do ataque à família presume-se que os autores desse projeto carnavalesco não tenham uma família bem constituída ou que não tenham a alegria de viver no seio do que é verdadeiramente uma família. Certamente desconhecem, no íntimo, o que representa a Família e o que é a beleza e a profundidade da fé para ridicularizando-as de maneira tão vil condensando-as numa lata de conserva. 

Ora, a família é o marco inicial de uma vida. Falar sobre ela envolve seus diferentes tipos (afetivos, sanguíneos, adotivos), sua importância como base de afeto, apoio e educação de valores, e a necessidade de cultivar amor, respeito e diálogo,  sendo um lugar de identidade e pertencimento. A Família é um grupo social fundamental, não apenas por laços de sangue, mas principalmente por afeto, cuidado e confiança; que oferece abrigo, amor e segurança emocional, sendo um "lar" onde se pode ser quem realmente é; transmite cultura, valores, ensina habilidades socioemocionais, respeito e como lidar com desafios; ajuda a formar a identidade e a autoestima dos indivíduos; cria relações saudáveis baseadas em diálogo, afeto, respeito e tempo de qualidade; não é ausência de conflitos, mas a decisão de amar apesar deles; é importante para o desenvolvimento saudável, com pais que investem no convívio e compartilham experiências; o seu maior legado não são bens, mas os valores, a educação e as habilidades emocionais passadas para as novas gerações. Em resumo, pode-se dizer que a família é o nosso porto seguro, a primeira escola de vida, um espaço de crescimento e amor incondicional, que se adapta e se fortalece com o tempo e as experiências. Uma família bem constituída é base sólida para uma Pátria, com ela teve início a formação da sociedade como existe.

Um resumo transcendental: Deus, criador do universo e de tudo que nele existe, contemplou a humanidade, para redimir seus pecados, com a vinda de Seu próprio filho, Jesus, que veio à Terra através de uma FAMÍLIA. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

PRESERVAR LANÇA PROGRAMA SOCIAL E ARTÍSTICO


  A diretoria da ONG Preservar reuniu-se na sexta-feira 13 tendo em pauta a programação de eventos sociais e artísticos visando dinamizar as suas ações e a movimentar o espaço da Casa da Memória/Cultura que está em fase de implantação. No dia 21 deste mês, no espaço da própria sede da ONG será promovido um encontro voltado para pessoas da terceira idade. O evento que deverá ser realizado mensalmente tem como finalidade de abrir um espaço para os idosos se confraternizarem e para a prática de lazer com maior assiduidade. Tem ainda, como objetivo criar condições para promover a autonomia, integração e participação efetiva deles na sociedade, uma visão integral de garantia de direitos e cidadania. 

O programa da Ong espelha-se em Gibran que explora a transição da dor e da intensidade da juventude para uma compreensão mais serena e "radiante" da vida na idade avançada e na experiência deles, a sabedoria que vem da sua vasta experiência, tornando-os mais "vivos" internamente. Levar o idoso a encarar o envelhecimento com aceitação, celebrando-o como parte de um ciclo contínuo e espiritual. 

O outro evento terá como foco a promoção de artistas (compositores, cantores e instrumentistas) com lançamento previsto para o mês de março.

Na mesma reunião foi acolhido novo sócio da Ong, Marcio Alan Nascimento Ramos, técnico em informática a serviço da Câmara Municipal, onde tem realizado um importante trabalho biográfico-político escrevendo a história dos agentes que ali atuaram e atuam.

IMPROVISO: MEU BRASIL

 João Naves de Melo


Agora, talvez, eu não sinta o tempo

Dias escoados, noites intensas vividas

A estrada parecia ser infinita, tão longa

Trilha de entulhos, prolongados tapetes


Vivi, revivi, sequer tenho a conta dos dias

Contas de um rosário que não tem fim

O Sol despontando, Ocidente esquecido

Meus olhos buscando além no Oriente


Insisti na cegueira medieval no itinerário

No avançar insistente querendo a luz

Por vezes encontrei mais poeira opaca

Esmaecida como uma estrela infinita


Sofri fadiga, mas não me fiz um fardo

Imposição tão comum a um peregrino

Incendiava-me o espírito ardente do desejo

Eu queria e queria saber sempre a luz


Agora, talvez, eu não sinta o tempo

Vencido nos tropeços do caminhar

E por mais que sonhasse e buscasse

Mais distante estava da sonhada luz


E pergunto a mim mesmo no desejo

Seria possível chegar-se ao fim, à luz?

Num pequeno tropeço volto à realidade

O meu caminho torna-se tão turvo


Agora, talvez, eu não sinta o tempo

Não há como bordejar a nau da luz

Nas entranhas, de repente, tão de repente

Vivo buscando e sonhando com a luz!


Ao meu Brasil amado, cujo futuro sonhado é uma luz que foge de mim.

10.2.2026

sábado, 7 de fevereiro de 2026

UMA REFLEXÃO SOBRE A VERDADE

 


Ele tomou o amor para abrir portas e chegar aos corações dos homens; Ele pregou a caridade para estabelecer elos entre os homens; Ele pregou a paz para serenar corações dos homens, sem distinção; Ele revelou que a humildade era o caminho para a paz; Ele nunca dispôs de armas para se defender de perseguições, ataques e maldades, tinha apenas a palavra, a Verdade; Ele sofreu injúrias, foi alvo do ódio e perseguições e jamais se revoltou ou fez prevalecer seu poder divino; Ele andava e pregava meio aos indefesos entre dois grandes poderes, capazes de tudo: Roma e o Sinédrio; Ele foi preso e condenado à revelia, mas o que pregou e ensinou se transformou em bandeira vitoriosa.

Noutra trajetória a humanidade assistiu à insanidade do poder, a determinação de impor uma vontade, com expoente que passaram à História da humanidade como símbolo do terror: imperador Nero (e muitos dos Césares), Átila, o Terror dos Hunos, Gengis Kahn, Xerxes. Tudo que conquistaram, tudo o que fizeram, caiu no limo, são lembrados apenas como uma tragédia humana, símbolos das trevas. Não engrandeceram a humanidade.

Jesus foi o divisor dos tempos no vislumbre da verdade sem nada dissimular; foi a luz, o farol que há mais de dois mil anos lume com a mesma intensidade guardando tudo o que ensinou. E dos outros o que restou se não o opróbio, a repugnância e o desvirtuamento do sentido humanismo.

Refletindo sobre o que representa o fato, é preciso abrir uma fresta para a entrada da Verdade no conturbado mundo que vive o Brasil. Num apelo, vale lembrar, também, Buda mensageiro da paz: “Nada mais resta que praticar, contemplar e propagar a Verdade por piedade do mundo, e para o bem dos homens e dos deuses”. Lembrar por fim, como refrigério e um fio de esperança o fundamento da vida em Cristo cuja verdade serve como uma rocha firme para construir a vida, oferecendo segurança em meio às crises e incertezas. Cabe refletir diante do relativismo moral impregnado em setores da população em que as normas morais variam conforme o indivíduo ou a sociedade. E, no caso, pior é quando a Verdade é obscurecida para satisfazer propósitos individuais.