sábado, 18 de abril de 2026

SEMPRE ALERTA!

 

FAMÍLIA CAIOMARTINIANA
A fotografia com o seguinte texto: Amauri em Juvenília com 
Alaripe e demais caiomartinianos da região lindeira com a Bahia.


A nossa Escola encontra-se em um estado lastimável que contraria todos os princípios que norteiam os cidadãos de bem, que almejam o melhor para o País. Custa-nos acreditar que governantes possam reelegar ao abandono tão importante obra que já deu sobejas demonstrações de bem servir o País praticamente a custo ínfimo para os cofres públicos. Fica a impressão, ou certeza, que eles só se preocupam com a defesa de seus interesses pessoais, partidários e políticos. Exemplos estão à vista principalmente na esfera federal.

Não foi suficiente o abnegado trabalho de nossas Escolas nos campos educacional e social; na promoção de crianças, jovens e adultos e da sociedade em geral promovendo o meio, formando uma plêiade de jovens cônscios de seus deveres para com a pátria e a sociedade. Em sucinta análise demonstra-se o que elas realizaram em termos práticos, buscamos as fundações dos núcleos do Carinhanha e do Urucuia onde se pontificaram 24 jovens, os bandeirantes, que arrostaram sacrifícios em prol da Pátria tudo porque Caio Martins lhes proporcionou assimilar dois fundamentos preciosos: a Palavra e a Fé. E o que seria a Palavra? Desde a criação, a palavra foi uma ferramenta de grande poder. Na criação do mundo Deus não apenas imaginou, mas verbalizou, e o universo foi formado. A Fé, segundo São Paulo “é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”. E foi isso que ocorreu com os Bandeirantes caiomartinianos e com todas levas de caiomartinianos que, espalhados em diversas regiões, prestam serviços valiosos à Pátria e que alimentam um nobre ideal e estão Sempre Alertas!

Continuemos firmes no ideal e estaremos sempre servindo à família, à sociedade e ao país, independentemente da obra física.

Agora, contamos com um reforço especial: a chegada do caiomartiniano Amauri Rodrigues que sempre esteve à frente na defesa da nossa causa. Vamos trabalhar para que ele chegue à Assembleia Legislativa e seja o porta-voz das Escolas Caio Martins.

A NOITE DA SERESTA

 



A ONG Preservar realizará na próxima sexta-feira, “A Noite da Seresta”. Não se trata apenas de um evento cultural, o que por si já valeria muito, o projeto vai além. Em princípio ele tem um fim mais amplo: consolidar a instalação da Casa da Cultura/Memória de São Francisco. A iniciativa visa cobrir uma lacuna muito grande que tem deixado o município aquém de outros municípios da região e, pior, desprezando a riqueza de sua cultura e a sua memória histórica que se perde nas brumas do tempo.

O primeiro passo, como se anuncia, será o de reunir um elenco de músicos e cantores para a realização de uma “seresta” evocando o quanto foi brilhante São Francisco em tempos mais remotos com a formação de muitos músicos, orquestra feminina, banda de música e teatro. Em tempos mais recentes exibia-se na cidade e em outras cidades da região, e até mesmo em Belo Horizonte, o grupo Seresta de São Francisco constituído por mulheres e homens da cidade – instrumentista e cantores. Infelizmente são páginas viradas e é isto que a ONG busca reconstruir, a riqueza artística de São Francisco.

Assim, o evento da ONG, como porta de entrada de um novo tempo, poderá não apenas fazer um resgate da riqueza musical do passado, mas dar real destaque à riqueza do presente com um elenco de músicos que aqui e alhures já fazem sucesso e não são plenamente reconhecidos. Por extensão, indo mais longe, será a oportunidade de levar esta arte à população são-franciscana.

FUTURO DE SÃO FRANCISCO

 


2026, ano de eleições que podem marcar a história do País. À parte do que ansiosamente se espera das eleições dos poderes Executivos e Legislativos Federais, um cuidado especial deve merecer a eleição para a composição da Assembleia Legislativa do Estado atentos ao quanto é importante um deputado e, mais ainda, daquele que representa um município. São Francisco, neste aspecto, político, tem perdido muito em face de dois fatores: a distinção de candidatos de outros domicílios em detrimento de candidatos da terra. À exceção de Heráclito Cunha Ortiga, em tempos nenhum candidato da terra logrou assento na Assembleia e olha que foram apresentados nomes de muito prestígio e experiência política: Severino e Luizinho. Preferiam os eleitores da terra eleger candidatos de outras cidades como Januária, Montes Claros, Brasília de Minas e Coração de Jesus. Com isso, faça-se uma lista do quanto o município tem perdido no campo da educação e da saúde – apenas como exemplo: hospital regional de Brasília de Minas e o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais de Arinos. Tudo vai passando batido e os eleitores locais não estão atentos ao fato, dispersam seus votos à mercê de vapores individuais. 

Mais uma eleição e mais um são-franciscano se apresenta com o propósito de servir São Francisco: Amauri Rodrigues filho de José Rodrigues Damião e professora Sebastiana Pereira, emérita educadora que foi reconhecida por seus serviços prestados à educação e à coletividade dando seu nome à EE de Santana de São Francisco (Jiboia). Amauri tem ampla experiência no campo político com o trabalho de longos anos, como diretor de políticas públicas no combate, prevenção e tratamento  sobre álcool e outras drogas, diretor na Fundação de Parques Municipais em   BH e assessoria parlamentar o que lhe facilita o acolhimento em diversos municípios do Estado. Amauri pode ser a solução, ele pode ajudar muito São Francisco. 

sábado, 11 de abril de 2026

POETA MEIRA NA EE DR. TARCÍSIO GENEROSO

 


Na manhã deste sábado, 11, o poeta Joaquim Meira, presidente da Associação dos Poetas de São Francisco, foi entrevistado por alunos da EE Dr. Tarcísio Meira, oportunidade em que ele discorreu sobre seu trabalho literário desde a adolescência como aluno da Escola Caio Martins de São Francisco, quando se apresentava no Grêmio Estudantil declamando poesias de vários autores e os seus primeiros ensaios. O tempo passou... passou, e o Meira continuou vivendo o sonho do poeta escrevendo continuamente as suas poesias chegando à publicação do primeiro livro – Minha Vida, publicado em 2019. E não tem parado, semanalmente – ou quase diariamente – ele publica suas poesias no Grupo dos Poetas de São Francisco.

O trabalho do Meira se estende, ainda, a ações sociais, especialmente na Conferência de São Vicente de Paulo no bairro Aparecida, que tem como presidente a sua esposa Lia.

Meira é um exemplo de cidadão comprometido com a sua terra, com seu país para a juventude são-franciscana. A entrevista que concedeu aos alunos da escola Dr. Tarcísio Generoso teve excelente acolhida e repercussão segundo a professora Vilma Beatriz.

Na página seguinte o Portal traz a apreciação do livro Minha Vida feita pelo nosso editor João Naves de Melo.


MINHA VIDA



Apresentação de um belo livro

Joaquim Meira – poetinha, como carinhosamente o tratamos – nos brinda com a publicação do seu primeiro livro. Insistimos para que o fizesse, pois era preciso registrar e deixar gravada uma trajetória poética que teve início nos idos de 70, quando, aluno da Escola Caio Martins, ele alegrava as reuniões dominicais do grêmio declamando belos poemas. Ficou na memória de muitos amigos daquela época a sua performance declamando o poema Furar Abelha, que escrevi especialmente para ele. O Poetinha era atento. Ele acompanhava com atenção as apresentações do grupo de jogral da Escola – Jorge, Valdecy, Valdir e Ricardo – e, com isso, foi ganhando mais e mais amor pelos versos. De repente começou a poetar, também. Ele tem uma característica peculiar: poemas de versos curtos – especialmente monossílabos, dissílabos e trissílabos, no muito – em que fala muito com poucas palavras. E mais, tem registro do simbolismo, quase sempre. É isso, quem lê precisa penetrar nas palavras como um analista de alma para buscar seus sentidos e, encontrando-os terá revelada a maravilha do seu conteúdo. Não é fácil escrever poesia como o faz o Meira. À vista pode parecer muito singelo, despretensioso, mas mergulhando no sentido de cada palavra costurando-a em cada verso, chega-se ao que quis dizer o poeta – Minha Vida. São muito expressivos os seus poemas. Às vezes me parecem misteriosos, enigmáticos, o que contrasta com o jeito afável e aberto do Meira. Isso é possível ver no poema Busca – “sofrei os sonhos / e os espinhos / para florir caminhos”. E segue filosofando com brandura: “busquei-me no sol / raio de luz / busquei-me na tarde / calma e paz / busquei-me flor / para florir caminhos”. E fecha a sua busca com belo verso: “tornei-me dia / ave de sonhos / vivi em alegrias / e tive sede / de saber o meu ser”.Acredito, Meira, pelo tanto que sei de você (sei?), dos nossos anos de convivência, desde você menino na nossa escola, que, na sua felicidade sempre mostrada, você sabe muito bem o seu ser. Seus versos revelam sua alma pura e bondosa.Em vista de poemas tão curtos, falar muito seria um despropósito e poderia quebrar o encanto. Meira, fico por aqui, com meu abraço e minha alegria pela realização de seu grande sonho: o livro.
João Naves de Melo


SEMPRE ALERTA!

 


Companheiros, amigos marchemos/ Pela estrada de Caio Martins/ Escoteiros! alerta exaltemos/ O seu nome na voz dos clarins.  Quantas vezes ouvi este refrão na voz de crianças na expectativa do futuro; de jovens que abriam as asas para empreender jornadas na vida; de homens feitos saciados no ideal. O Hino às Escolas Caio Martins de autoria do saudoso mestre Saul Martins, caiomartiniano da gema, embalou sonhos, sustentou ideais e sempre se leva a deslumbrar tempos radiosos para o nosso Brasil, sabendo-se que levas e mais levas de cidadãos conscientes de seus deveres para com a Pária e a sociedade estavam sendo formados. Quanto são eles? É difícil somar, mas os tem na perene lembrança como construtores de novos tempos.

Há 78 anos as sementes foram lançadas no município de Esmeraldas à sombra da Serra Negro, no vale do Paraopeba e, de lá se estendeu ao Norte desbravando o sertão. Foram formadas as Bandeiras de Buritizeiro, Carinhanha e o Urucuia, chegando-se aos Centro de Educação de São Francisco e Januária, prestando inestimável serviço à sociedade e ao país a preço tão somente de um ideal e parquíssimos recursos. Lembro que neste ano a Escola de São Francisco completa 70 anos de uma vida que foi marcada por realizações e de tantos serviços prestados ao município na formação de jovens e na transformação do meio. Pelos campos do Brasil espalharam-se os caiomartinianos e todos guardam o mesmo sentimento pela Escola querida, a reverenciam e rendem louvor pelo que a eles ela ensejou. Reconhecem-na e a amam. Atualmente, pelo estado de abandono em que todos os núcleos se encontram, distante do seu fulgor e de serviços, é de se lamentar profundamente; é de se quedar incrédulos ao perguntar: por que o governo de Minas deixou sucumbir tão precioso tesouro humano, cultural e cívico?

O corpo físico se deteriora, mas o sentimento do caiomartinano está vivo, sempre estará vivo. Vamos erguer nossa bandeira, conclamamos. Um ex-aluno vem lutando para manter a flâmula caiomartiniana em diversos momentos: Amauri! Ele está buscando caminhos e, na sua luta poderá ser o porta-voz e manter aceso o nosso ideal. Vamos conhecer o seu trabalho e Sempre Alerta!

IMPERMANÊNCIA - IV

 


Não precisava ser como as águas do São Francisco na sua impermanência. Ora, o que passou, passou; outras águas serão outras, certamente. O fato leva a uma reflexão sobre o mote criado pelo historiador João Botelho Neto: “São Francisco, cidade do já teve”. Então, segue-se ao terceiro capítulo, outra jornada.


FONTE  LUMINOSA


São Francisco passou por uma fase de destruição de patrimônio cultural e religioso com explicações pouco plausíveis e, muitas vezes por idiossincrasia. Ponha-se, no caso, o Coreto, o sobradão da Renascença, casarão-sede da Escola Caio Martins, entre outros. Assim foi o destino da Fonte Luminosa, um presente do governo de Aristomil Mendonça na década de 1960, que era uma atração para a população da cidade e visitantes. Essa fonte, localizada na Praça Heráclito Cunha Ortiga (Peixe-vivo) era uma alegria para as crianças que acorriam ao local, ao cair da noite para assistir a um belo bailado de água colorida. Com a construção do aterro, uma obra contestada, sem necessidade, a fonte foi demolida. E mais causou o aterro: a separação da cidade do rio.


GRUTA DE NOSSA SENHORA


No mesmo governo, ou seja, de Aristomil Mendonça, por iniciativa da primeira dama Gercina Botelho de Mendonça, foi construída uma gruta encravada no cais, o portentoso penedo que distingue a cidade de São Francisco nela entronizando uma imagem de Nossa Senhora. Tornou-se um local de contemplação e oração ao cair da tarde. Fiéis e não fiéis visitavam o local geralmente ao pôr do sol, agraciados com o encanto que Deus nos contempla a cada tarde com atos de fé. A construção do aterro foi a explicação pela demolição da gruta. 

Nada  foi feito para compensar a demolição de dois sítios da maior importância para a cidade, um cultural e outro religioso.

sábado, 4 de abril de 2026

IMPERMANÊNCIA - III




Não precisava ser como as águas do São Francisco na sua impermanência. Ora, o que passou, passou; outras águas serão outras, certamente. O fato leva a uma reflexão sobre o mote criado pelo historiador João Botelho Neto: “São Francisco, cidade do já teve”. Então, segue-se ao terceiro capítulo, outra jornada.

OS CLUBES DE SERVIÇO

LIONS CLUB – Janeiro de 1965 instala-se em São Francisco o Lions Club uma organização internacional de clubes de serviço voluntário teve existência em São Francisco reunindo-se, semanalmente no salão da AASF cultivando o companheirismo. Os sócios tratavam-se como companheiro leão estabelecendo-se forte elo de amizade. A esposa de um membro do Lions Clube era chamada de Domadora, desempenhava um papel fundamental no leonismo, apoiando atividades de serviço comunitário. O Lions deixou como marca de sua passagem na história de São Francisco, a criação do Lar dos Idosos sob a presidência de João Naves com o apoio do então prefeito e leão Aristomil Gonçalves de Mendonça. Ainda naquela época já se falava em organizar o trânsito em São Francisco com um projeto do então presidente do clube Mário Mendes. Por mais de uma década o Lions esteve em frutífera atividade e depois...

ROTARY CLUB é uma rede global de líderes comunitários, amigos e vizinhos que se unem para causar mudanças duradouras, promovendo a paz, saúde, educação e alívio da pobreza em suas comunidades. O membro é tratado como Companheiro e sua esposa como Dama Rotária. Em São Francisco o Rotary desenvolveu campanhas no combate à poliomielite e promoveu ações atendendo dezenas de pessoas em cirurgias de catarata realizadas no município de Coração de Jesus. O Rotary tinha atenção voltada para a juventude com a criação do Clube Rotaract para jovens adultos. No auge de sua atividade em São Francisco o Rotary construiu sede própria, atualmente um prédio abandonado. Sem maiores explicações, o Rotary deixou de existir em São Francisco e muitas têm sido as tentativas para reerguê-lo, frustradas até os dias atuais.