Nos dias 5, 6 e 7 deste mês, São Romão recebeu um grupo de ex-alunos do Curso Técnico em Agropecuária da Escola Caio Martins de Esmeralda, turma de 1990, para a realização de mais um encontro anual, que trouxe à realidade a mística caiomartiniana, que além do espírito de fraternidade, mostrou, à evidência, a importância e o valor dessa nobre obra hoje negligenciada por governos. Viu-se, no encontro, o espírito de pura fraternidade expressado em um parágrafo da mensagem lida pelo cerimonial Wandeir Morais: “Olhar para cada rosto aqui é como abrir um livro de memórias que o tempo não conseguiu apagar”. E a Escola foi revivida na memória e no coração de cada participante do encontro. Noutro parágrafo, a cerimonialista Stela Abreu Santos falou sobre a obra: “O Coronel Manoel José de Almeida disse certa vez que as Escolas Caio Martins não nasceram dos livros, surgiram da vida, no futuro se puder, ela mesmo contará a sua história. Aqui estamos nós reunidos para mais uma vez celebrar a vida, as amizades e contar nossas histórias”. Mais que uma profecia, foi uma certeza, no íntimo do fundador, o que seria a grande obra. Ali, naquele encontro, estava o retrato de uma realidade insofismável, inegável, ainda que relegada pelo governo, o encontro de uma juventude vibrante, homens e mulheres realizados a contar uma história vivida intensamente e o quanto Caio Martins foi importante em suas vidas e, numa projeção além, ao país, na formação de cidadãos cônscios de seus deveres para com a sociedade e a pátria. Caio Martins venceu.
Foi emocionante o roteiro da cerimônia apresentado pelos ex-alunos Wandeir Morais e Stela, que abriu a oportunidade para que vários ex-alunos prestassem emocionados e divertidos depoimentos dos seus tempos de alunos e como estão agradecidos pela oportunidade que tiveram para se prepararem como profissionais e cidadãos responsáveis.
HOMENAGEM AO EX-DIRETOR
O roteiro cerimonial do encontro, um texto brilhante que retratou o espírito caiomartiniano em sua essência, sintetiza-se em uma frase de abertura: “O legado de uma instituição renomada e a força da nossa amizade e união”. Daí, como destaque do encontro reservou-se uma homenagem especial ao professor e ex-diretor do Centro Integrado de Educação de Esmeraldas onde funcionavam os cursos de Técnico em Agropecuária e Magistério, João Naves. Foi um momento de muita emoção, muitas recordações revolvendo “acontecências” no tempo de todos – professor, alunos e alunas. Uma frase ficou marcada demonstrando a sintonia entre .... “falar de João Naves de Melo é falar da própria alma da Fundação Caio Martins”. Denota-se, daí, muito mais que o respeito e a gratidão, o sentimento de profunda amizade e identidade de ideais. Uma página foi aberta para rememorar a trajetória do homenageado, da infância às Escolas Caio Martins, posto que ele atuou em todas elas.
O final do roteiro, no último parágrafo, o resumo de uma vida dedicada à educação e ao próximo: “Mestre, bandeirante e barranqueiro: a semente que o senhor ajudou a plantar no chão de Caio Martins germinou, cresceu e hoje se levanta em forma de aplausos para lhe dizer muito obrigado”.
O homenageado foi às lágrimas, lágrimas do fundo do coração.







