Minha terra tem palmeiras/onde canta o sabiá/
As aves que gorjeiam/ Não gorjeiam como lá – Gonçalves Dias
Coloque-se na orla do rio São Francisco, da praça dos Pescadores à Lagoa da Luzia. Pare! Assunta em tempo de meditação. Comungue-se com a natureza... E aí vai descobrir quão imensa é a riqueza ecológica que a Natureza presenteia ao são-franciscano que, despercebido, não mergulha no encanto de um paraíso. O trabalho fotográfico de Guilherme Barbosa Pereira registra com rara beleza e sensibilidade, um espetáculo que foge aos olhos das pessoas desatentas que passeiam pela orla. Nem dá para acreditar que da Pousada do Peixe-vivo, passando pela mata da Fundação Caio Martins, bosques da orla (da Praça dos Pescadores à Lagoa da Luzia), exibem-se, com plumagens multicoloridas, poses especiais, tantas aves, tantas de espécies até desconhecidas comumente. O trabalho fotográfico do Gui vai além fronteiras e são muitas as mensagens de pessoas manifestando desejo de vivenciar tal espetáculo. (Abaixo uma pequena amostra de tão raro espetáculo alado – no geral, da Fucam à Tapera ele registrou 225. Há ainda, uma diversidade de animais: iguana, teiú, cachorro do mato, jaguarundi, coelho do mato, barbado e mico.
Pois é, com tal riqueza ecológica, há muita gente que pede, e insiste, que essas lagoas pluviais às margens do rio, na cidade, sejam patroladas apontando uma causa, sem comprovação: que elas são viveiros do mosquito da dengue. Com a existência de peixes e visita de tantas aves, a possibilidade é reduzida. Pior, no caso, é o que causam pessoas inescrupulosas que jogam lixo nas margens dessas lagoas. Sem o acúmulo de lixo e folhas secas em suas margens o mosquito não encontra refúgio seguro para depositar os ovos.
Em resumo: cidades como Montes Claros, Sete Lagoas (tem 17 lagoas), Lagoa da Prata, Lagoa Santa e Belo Horizonte têm também lagoas na área urbana.










