sábado, 28 de março de 2026

IMPERMANÊNCIA - II

 


Não precisava ser como as águas do São Francisco na sua impermanência. Ora, o que passou, passou; outras águas serão outras, certamente. O fato leva a uma reflexão sobre o mote criado pelo historiador João Botelho Neto: “São Francisco, cidade do já teve”. Então, segue-se ao primeiro capítulo, outra jornada.

AUTOMÓVEL  CLUBE


As décadas de 1970 e 1980 foram de esplendor da sociedade são-franciscana com os eventos sociais realizados no Automóvel Clube além de shows artísticos com bandas consagradas em Minas. Destaques para os  bailes de gala do aniversário da cidade,  carnaval, festa das debutantes de tanto encanto e em homenagens a São-franciscanos ausentes ou beneméritos do município. O AC nasceu em decorrência do fim da AASF – a cidade ficou sem um local para a realização de eventos sociais, o que levou à iniciativa de formar uma sociedade para construir um clube para preencher o vazio.  Assim nasceu o AC. Com o tempo os sócios fundadores, por motivos diversos, deixaram o clube e seus sucessores não manifestaram o mesmo interesse. Com isso o AC descerrou as portas e seu ressurgimento está complicado pelo surgimento de diversos salões de festas na cidade. Interesse tem por parte de um grupo, mas tantas são as dificuldades que a ideia não sai da vontade e o prédio, com o tempo, vai se deteriorando.


CLUBE CAMPESTRE CARQUEJO


Nem tanto esplendor como o AC, mas de uma esfuziante força de juventude nasceu o Clube Carquejo em uma área privilegiada que, sem dúvida, cobiçada por muitos visitantes à cidade. Por muitos anos até a entrada do século XXI o clube tinha uma atividade fervilhante: futebol soçaite, churrascadas, encontros sociais e, o que chamava atenção, o ancoradouro de barcos no belíssimo Rio São Francisco. Como se fosse de uma noite para o dia, o clube deixou de existir e hoje se encontra abandonado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário