Quando a gente pensa que a coisa está ruim, pode esperar que pode ficar pior – é a sensação que experimenta o brasileiro de bom senso diante dos ruidosos escândalos do INSS e Banco Master. Some-se ao fato a perspectiva desanimadora diante de uma relevante massa de pessoas que tem se abdicado do trabalho contentando-se com um benefício social. Mais assustador é saber da história da criação e formação de um estado novo (o que ocorreu com Israel) com uma prioridade: “o trabalho era considerado detentor da vida moral e rico em qualidade terapêutica, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade” O trabalho, como é importante e, sem estender muito, fique com o que descreve a Bíblia em Gênesis quanto aos irmãos Abel e Caim afeitos às atividades do campo. É sagrado. Ora, por outro lado, tem-se que a grandeza do Estado e a melhoria de vida de um povo não virá através de pessoas das altas esferas políticas, mas sim de grupos de trabalhadores. Não é preciso ir longe, basta perguntar de onde vem a riqueza do país e verá, sem dúvida, que é do trabalho. Assim, a política do assistencialismo, ainda que tenha seu lado benéfico e necessário, por extensão apenas com viés político é deletéria e um grande mal para o país.
Fique-se em São Francisco. Lá se vão os tempos em que a fartura vinha do campo provendo mercado, vendas e lares, levando-se a vivenciar os versos de Saul Martins na Canção do Lavrador: “Multiplicai os campos verdejantes, de raça fortes sois representantes”. O campo ainda se oferece à messe, há oportunidade de trabalho, serviços, mas lavradores tornou-se uma raridade. E não é apenas no campo, também ocorre na zona urbana onde o trabalhador recolhe-se sob o guarda-chuva do benefício social, grande maioria sem dele necessitar, contenta-se com ele assistindo a vida passar sem nenhuma perspectiva, deixando de contribuir com o desenvolvimento de sua comunidade e do país.

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