segunda-feira, 2 de novembro de 2026

SARAU LITERÁRIO




  As turmas do 1º e 2º períodos do curso de Letras/Português da UNIMONTES – Campus de São Francisco, promoveram o 1º Sarau das Barrancas do São Francisco, evento literário com programação diversificada: palestras, leituras, poesias e música. O evento ocorreu na sexta-feira 30, no Campus; teve como idealizadora e coordenadora geral a acadêmica Valquiria Taschetti de Almeida com a participação das acadêmicas Sueli Gonçalves da Lima Silva e Karla Valeria Santos Silva. 

O professor Roberto Mendes coordenador do Campus destacou o significado e a importância do evento como uma retomada de eventos que tenham como objetivo resgatar, preservar e divulgar a cultura são-franciscana que é muito rica, mas que não tem merecido melhor atenção. A professora Adriana Mendes, com muita propriedade fez uma sucinta abordagem a respeito da atual situação da cultura são-franciscana quanto aos aspectos de sua preservação, divulgação e inserção nas escolas. Foram apresentados trabalhos literários, de arte e poesia (declamação) por acadêmicos e números musicais de autores nacionais e de autorias próprias.

Convidado especial o jovem Emanuel Naves (14 anos),  apresentou, ao violão,  duas peças de música clássica:  Bourrée - J. S. Bach;  Lágrima - Francisco Tárrega;  e as músicas João e Maria – Sivuca e  Bachianinha nº1 - Paulinho Nogueira. Uma performance que surpreendeu o público presente.

O palestrante foi o professor João Naves que discorreu sobre a  relevância da Literatura na formação do Professor da Educação Básica.

Finalizando a acadêmica Valquíria discorreu sobre o propósito do sarau tendo-o como o começo de um trabalho futuro em prol da cultura são-franciscana.

É muito relevante a iniciativa dos acadêmicos do curso de Literatura/Português  do Campus da Unimontes de São Francisco, que merece muito atenção e apoio da comunidade  principalmente do Poder Público, para que possa transformar-se em atividade permanente. São Francisco precisa, e muito.

SÃO FRANCISCO: 149 ANOS

 


5 de novembro de 1877 a Vila São José dos Angicos foi elevada à categoria de cidade (Lei Provincial nº 2.416), o povoamento, contudo, se implantou no início dos anos 1700, como Pedras de Cima, do potentado Domingos do Prado e Oliveira.

Muita água rolou pelo Rio São Francisco, que emprestou o nome à nova cidade. Embates políticos – pouco amistosos –, passagens de bandoleiros que afugentavam a população, uma polícia violenta, uma vida modorrenta. 1930 foi um marco: a inauguração de novos tempos e o município começou a se desenvolver. Em pouco deixava o rio como única via de comunicação avançando-se por via terrestre buscando Montes Claros, que já se destacava no Norte de Minas.

Floresceu São Francisco. Desfrutou de uma fase áurea com resplandecente cultura: teatro, banda de música, orquestra feminina, grande produção agrícola (destaque para a mamona e algodão com elevado índice de exportação). A cidade foi crescendo, se expandindo, mas observando um ordenamento urbano dos mais modernos da região. De um município com área superior a 8.000 km², foi perdendo territórios: Urucuia, Icaraí de Minas, Serra das Araras (Chapada Gaúcha), mas retendo uma considerável extensão territorial 3.308,1 km², onde se desenvolve importantíssima atividade produtiva: a pecuária leiteira e de corte – o município tem o maior rebanho bovino do Norte de Minas. No comércio grande  desenvolvimento: supermercados, drogarias, clínicas médicas, odontológicas e oftálmicas, faculdades e avanço na área da saúde pública.

Considerável foi o progresso, mas muita coisa ficou para trás: o convívio social (fim da Associação dos Amigos de São Francisco, do Automóvel Clube, do Cine Canoas, do Clube Carqueijo), pouca empatia de amor pela cidade e quase total desinteresse por sua formidável cultura. No caso, fica um aceno: os ocasionais eventos da Secretaria Municipal de Cultura e, agora, quem sabe, uma retomada: os Saraus dos acadêmicos da Unimontes. Seria um motivo para comemorar o aniversário da cidade.  

O retrato desta situação: não se fala em comemoração do aniversário da cidade neste ano. Tão distante das épicas festas promovidas pela Sociedade Beneficente Feminina e Preservar: Cidadão Ausente, Corrida de Canoas, Desfiles alegóricos, saraus culturais e tanta coisa mais. 

A COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS

 


A comemoração dos cinquenta anos de existência da Loja Maçônica Acácia Sanfranciscana aconteceu na noite do dia 31 com uma belíssima festa realizada no confortável salão de eventos da OAB. A família maçônica e muitos amigos, inclusive de outras Lojas da região deram ao evento um caráter peculiarmente familiar, num ambiente descontraído e de confraternização.

Muitas homenagens foram prestadas: aos ex-veneráveis, aos atuais e remanescentes membros da Loja, todos recebendo placas comemorativas.

Na ocasião, o representante do Grão-Mestre do Grande Oriente de Minas Gerais, instituição que é filiada à Loja Acácia Sanfranciscana, Mauro Almeida Rodrigues, procedeu a entrega de placa alusiva aos cinquenta anos da Acácia concedida pelo Grande Oriente de Minas Gerais.

Foi reverenciada a memória dos maçons que partiram para o Oriente Eterno que  tanto contribuíram com a instituição.

Destaques especiais: o cerimonial conduzido por Danielle Karine Andrade Vieira e Magda Mendes Ferreira Oliveira, com muita elegância e sobriedade. As  bandas que animaram o evento com repertório consentâneo ao público, muito agradável: Orlando (São  Francisco) e Till Joy. A ornamentação foi em tom muito agradável e bonito, da entrada e ao salão.

50 ANOS DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA SANFRANCISCANA

 


A Loja Maçônica Acácia Sanfranciscana completou neste ano cinquenta anos de existência construindo uma história vitoriosa na  comunidade são-franciscana. A iniciativa foi de Aristomil Gonçalves de Mendonça que teve como companheiros Antônio Felizardo, Leonides Dourado Barbosa, José Alberto Corrêa e Gisélio Generoso fundando a Loja no dia 20 de maio de 1976.

O número de obreiros foi crescendo o que levou à necessidade de construir um templo maior, um templo que guardasse o Templo de Salomão. Com muito empenho, pedra a pedra, foi construído o templo de São Francisco.

Nesta história quinzes veneráveis (presidentes) estiveram à frente da instituição, que contou com o   inestimável e valoroso apoio da Fraternidade Feminina constituída pelas esposas dos maçons, que em cada ação foi decisivo em missões de solidariedade humana. E não foram poucos os trabalhos prestados pela Acácia Sanfranciscana e a fraternidade Feminina à sociedade são-franciscana, especialmente no campo social. Um destaque especial, que teve maior profundidade, coerente com os propósitos da Maçonaria, foi  a construção do Asilo para acolhimento de idosos sem recursos. Em outro momento, a Acácia Sanfranciscana transformou o “asilo” em Associação de Assistência aos Idosos São Francisco de Assis, instituição que acolhe, atualmente, mais de 30 idosos oferecendo-lhes uma vida  com dignidade e conforto, um verdadeiro Lar. Além das ações  de cunho humanitário, a Loja Acácia Sanfranciscana atuou em outros campos, destacando-se o empenho, junto ao Conselho de Veneráveis do Norte de Minas para instalar 13ª Cia da Polícia Militar de Minas Gerais em São Francisco. Indo à frente tem-se a participação de maçons em conselhos comunitários (Cultura, Histórico, Turismo, Codema e Preservar), um exercício de cidadania de acordo com os postulados  da instituição: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. No desempenho de sua missão os maçons invocam o Grande Arquiteto do Universo (Deus) para que se tornem dignos de si mesmos, da família, da pátria e da humanidade.

CONHECENDO VULTOS DE NOSSA HISTÓRIA

 MULHERES DE SÃO FRANCISCO – IV


DONA DILU


Professora Maria de Lourdes Vieira chegou no dia 4 de junho de 1952 no povoado do Retiro com a missão de lecionar e evangelizar crianças e adultos, pois no povoado não tinha escola nem igreja. Ela fora enviada por seu pai  José Francisco Guimarães atendendo pedido de Pedro Ribeiro, fundador do povoado. Dona Dilu foi a primeira professora e diretora do Retiro, atualmente com escola do ensino fundamental ao médio e que tem o nome do pai dela. O nome dela é parte da história do Retiro.


NADIR SILVA GOMES


Nadir foi uma mulher excepcional, uma grande dama, que se revestiu de simplicidade no desempenho de um papel importante na história de São Francisco com secretária do Campo de Sementes da Secretaria de Agricultura do Estado, que foi marcante no apoio e no desenvolvimento do setor agrícola municipal. Com a desativação do Campo de Sementes ela foi colocada à disposição da Escola Caio Martins criado no município em 1956, atuando como secretária e professora de prendas-domésticas.


NATÁLIA VIANA CANABRAVA


Natália era de origem de uma família com grande tendência para as artes música e teatro, especialmente sua mãe, Dona Vita,  adorava o teatro, tendo apresentado vária peças em São Francisco. Ela gostava muito dos Bailes de Pastorinhas encenando muitas peças na União Operária. Natália herdou o dom para a música, era excelente violinista. Ela fez parte do famoso Grupo de Seresta de São Francisco. Outra atividade em que ela se destacou foi a do magistério: professora e diretora da EE Professor Raul Reginaldo.