Na flor da infância ele já demonstrava a sua veia artística tomando um prato de mesa inox como bateria, que ficou amassado. O pai então comprou uma bateria para ele que, no entanto, foi atraído pelo Cajon e demonstrou, de imediato, o domínio do ritmo acompanhando o pai em cantarolias no ambiente familiar. Passo seguinte encantou-se com o teclado e, logo, tocava trechos de composições de Mozart e Beethoven. As cordas o atraíram vendo o pai tocar no ambiente familiar e na Igreja. Chamou atenção imediatamente um fato: tinha o ouvido absoluto e logo dedilhava, com propriedade o violão. Vendo-o tocar um tio dele lançou um desafio: “Dou 15 dias para você acompanhar a música Sapato Velho (Roupa Nova)”. Como menos de uma semana ele procurou o tio e exibiu o acompanhamento da música. O tio ficou espantado e foi adiante: “Quero ver você acompanhar uma música de João Bosco”. Pouco tempo corrido ele demonstrou que aprendera o acompanhamento, indo além, cantando a música. Naquele momento nasceu uma paixão: começou a tocar e a cantar músicas (complicadas) de João Bosco. Um sucesso. O pai premiou seu talento nato matriculando-o na escola de violão do professor Igor. Deu-se bem, logo já fazia leitura de partituras tocando clássicos da Idade Média. Família, amigos e músicos, todos o que o ouviam ficaram impressionados. De uma feita ele surpreendeu a família e amigos convidando-os para uma viagem musical em uma ambiente que lembrava um palco de música de câmara. Durante uma hora e trinta minutos ele cantou quase todas as canções (dificílimas) de João Bosco passando, ainda, por clássicos de Vinícius de Morais e Tom Jobim... Hoje, com 14 anos, ele domina o violão de 7 cordas de maneira magistral, reconhecido e muito elogiado por músicos e amantes de música. Foi importante o incentivo dos tios Ricardo e André conduzindo-o a João Bosco.
O menino é Emanuel Naves, filho de Eduardo (Dudu) e Nádia.


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