A família Cunha Lima tem profunda relação com São Francisco, Corpo de Bombeiros e Escolas Caio Martins, tudo começando com Juventino Cunha Lima, nascido no dia 10 de outubro de 1905, filho de Floriano Cunha Lima (nasceu no mesmo ano da criação da cidade de São Francisco) e Cristina Gonçalves Porto. Juventino era um homem de múltiplos ofícios: padeiro, apicultor, escultor e, principalmente músico – na década de 1930 ele foi maestro de uma das bandas de música de São Francisco. Quis melhorar a vida indo para São Paulo, mas acabou ficando em Belo Horizonte a convite de um amigo que o viu tocando bombardino. Impressionado com a performance dele, o levou ao Corpo de Bombeiro, onde ele fez um teste e, à primeira demonstração, tocando bombardino, foi chamado para fazer parte da Banda da Corporação, iniciando-se como sargento, isso em 1929. Fez imenso sucesso. Conhecido dele, dos tempos de São Francisco, o coronel Manoel Almeida, fundador das Escolas Caio Martins, o convidou para formar uma banda de música na Escola Caio Martins de Esmeraldas. Ele foi e levou a família onde também ocupou a chefia de um lar de crianças. Em pouco tempo a banda já exibia-se em belas performances. Cumpriu a missão.
Passo seguinte foi acontecendo com seus filhos Nilson, Dilson, Wilson e Edson que, se incorporam-se no Corpo de Bombeiros como músicos. Com Dilson (casado com Dora, filha de Sizínio, ex-secretário da Prefeitura Municipal de São Francisco) gravou-se a história da Quarta Geração da família Cunha Lima no Corpo de Bombeiros: Juventino, Dilson (filho), Vanderlei (neto) e Pedro Lima (bisneto).
Dilson, na década de 1970, repetiu a história de Juventino: foi reestruturar a banda de música da Escola Caio Martins de Esmeralda, com excelente trabalho.


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