sábado, 10 de outubro de 2026

CONHECENDO VULTOS DE NOSSA HISTÓRIA

 MULHERES DE SÃO FRANCISCO – I


É comum, sempre se fala e descreve mais os feitos do homem, deixando em segundo plano a mulher. Contudo ele não sobrevive sem ela, em todos os sentidos: no amor, no amparo, na paixão, no estímulo, na fábrica de emoções.

São Francisco teve e tem suas grandes mulheres. Particularmente, sobre algumas escrevi algumas crônicas para o jornal O Barranqueiro com imenso prazer e reconhecimento. São tantas as mulheres fantásticas  parte de nossa história. Em primeiro momento fiz o registro de algumas que guardaram certas peculiaridade que revivo no Portal.   

Alice Mendonça, educadora, a primeira diretora do primeiro grupo escolar de São Francisco. Era mais conhecida não como a esposa do famoso Cel. Oscar Caetano, célebre político local e prefeito do tempo da Ditadura de Getúlio, mas como a “Mãe da pobreza”. Mulher doce, de olhos azuis, voz mansa e um enorme coração. Seu nome, muitos anos depois de sua ida, é lembrado com carinho, sinônimo de gratidão e saudade.

Maria Teodora fez a última viagem, já centenária. Era afilhada de um dos primeiros prefeitos (presidente da Câmara de São Francisco) Antônio Ferreira Leite, o Maroto, homem que enfrentou tempos difíceis, conturbados, na política local, agravados com a ascensão do temível jagunço Antônio Dó, que pregava em praça pública, quando invadia a cidade: “Vou fritar Sancho Ribas na banha de Maroto” – na verdade ele tinha uma boa pança.

Irmãs Virgínia, Ditinha e Vita, artistas da música: orquestra feminina de cordas Santa Cecília, escola de música, belas canções compostas. Elas se foram, a música secou – não mais orquestra, escola e juventude voltada para a bela arte, conquanto o que plantaram rende frutos em tempos atuais com excelentes e sempre performances com bandolins e violinos em momentos culturais na cidade: Ivanilde  Lacerda, Zilma Magalhães, Lourdes da Mata e Geralda de Brito........

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