sábado, 2 de setembro de 2017

CAIO MARTINS, RETRATO DE UM BRASIL DE HOJE

V - parte



ESCOLAS CAIO MARTINS NO PERÍODO MILITAR


No período  do Governo Militar (Revolução)  as Escolas Caio Martins passaram por um processo de grandes mudanças: foram desvinculadas da Secretaria de Assistência Social, transformadas em unidade da Polícia Militar (1964),  com um oficial graduado assumindo o comando. Na Escola de Esmeraldas, considerada a matriz das escolas, a direção passou a ser ocupada, também, por um oficial superior  e, nas demais escolas, com exceção de São Francisco e Januária, a direção foi passada a sargentos. No caso de São Francisco e Januária foram mantidos os diretores João Naves de Melo e Elzita Gasparino, certamente mercê da repercussão dos trabalhos que realizavam e pelo reconhecimento de suas respectivas comunidades.


Eleito deputado estadual e depois federal, o coronel Almeida afastou-se da direção das Escolas indo morar em principio, em Brasília – DF, retornando mais tarde, fim do seu mandado a Belo Horizonte.

Na escola de Esmeraldas, conquanto fosse mantido o sistema de internato de alunos, desenvolvia-se, paralelamente, uma escola de treinamento e formação de soldados. De São Francisco, objetivando preparar pessoal para que, depois, como militares, voltassem para servir na própria escola, foram enviados para preparação: José Geraldo, José Pereira, Aleizim, Fernando, João Canaro, Adalberto Amorim. Deles concluíram o curso: José Geraldo (hoje oficial reformado), José Pereira (reformado), voltando a servir na escola como militares. João Canaro e Adalberto não concluíram o curso mas retornaram à escola servindo como mestres de marcenaria e alfaiataria.

Na área social a unidade Caio Martins contou, em um período, com o cuidadoso trabalho desempenhado por Djacira, que sempre se fazia presente nas unidades. Isso durante o comando do Cel. José Geraldo de Oliveira.

Um período muito profícuo para a instituição, no todo e, especialmente para São Francisco, foi o do Cel. José Ortiga no comando geral da PMMG. Ele teve uma atenção muito especial para o Centro de Treinamento de São Francisco – com ajuda dele foi possível recursos para construção de dois lares novos, cada um com capacidade de abrigar 50 alunos. Cel Ortiga assistiu a uma apresentação do coral/jogral do CT e, deveras emocionado, proporcionou-lhe uma excursão a Belo Horizonte onde fez diversas apresentações: no Palácio da Liberdade (gabinete do governador Israel Pinheiro), consulado americano, Rádio Inconfidência, emissoras de TV e um passeio a Ouro Preto.


No período das Escolas Caio Martins como unidade da Polícia Militar não houve inovações nas ações educacionais, mas experimentou-se um período de tranquilidade, realizações sociais (atendimento permanente de crianças e adolescentes) e de muito respeito pela instituição, destacando-se figuras que ocuparam postos de Diretor Geral - cel. Saul Martins, Major Edson Olímpio, major Leonel; major Doro e capitão Joaquim, tesoureiros – todos identificados com a obra. Houve, nesse período muito progresso material.

Foto e Texto: João Naves de Melo

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