sábado, 27 de junho de 2026

ROMARIA DA FAMÍLIA FREIRE COSTA

 



Joaquim Meira, coordenador do Grupo de Poetas de São Francisco, enviou um relato sobre a “Romaria da Família Freire Costa” à Serra das Araras. O roteiro remete-nos a um acontecimento que mistura realidade a uma lenda: o achado de uma pequena imagem de Santo Antônio em uma loca da Serra das Araras, isso sem registro no tempo. No sopé da serra havia um pequeno povoado com moradores muito religiosos, como de comum no meio rural. A pequena imagem foi entregue aos cuidados de uma devota e, mais tarde, levada para a igreja da Vila de São José de Pedras dos Angicos (São Francisco) de onde, pouco depois, evadiu-se, voltando para a Serra. Daí, uma história (ou lenda) envolta em muitos mistérios teve início a peregrinação, as jornadas de romeiros ao pequeno povoado que tem, conforme registrado pelo viajante inglês George Gardner, em 1840 (em um pouso ele encontrou uma mulher que lhe disse que ia cumprir uma promessa a Santo Antônio, feita pouco antes quando estivera doente). Em princípio, as romarias tinham apenas o caráter religioso: cumprir promessas, celebrar batizados e casamentos. Com o tempo, além do ato de fé, o evento se transformou em uma festa popular e com forte apelo comercial. Contudo, o ato religioso persiste, com o pagamento de promessas. É o que conta o Meira.

“Na madrugada do domingo, sete de junho deste ano, um grupo formado pela família Freire Costa partiu, em romaria, rumo ao santuário de Santo Antônio na Vila de Serra das Araras cumprindo uma promessa de realizar a romaria durante treze anos em busca de um milagre.

  A família  Freire Costa, “dona da romaria” reside no bairro Sagrada Família. Neste ano contaram com o apoio de mais duas famílias compondo uma caravana de 21 pessoas.  A caravana chegou à vila de Serra das Araras no dia 11 regressando no dia 14, um dia após a festa do padroeiro, Santo Antônio”.

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