“Com apoio de 79% da população, a redução da maioridade penal avança no Congresso
e vira um dos principais temas da campanha presidencial na área de segurança” –
abertura de reportagem da revista Veja (3 de julho de 2026) com o título “CADEIA PARA MENORES”.

O problema do menor infrator no Brasil leva a uma situação de paroxismo, à exacerbação e exaltação de atitudes. Não se pode negar que o envolvimento de menores na criminalidade é muito sério e até recorrente em decorrência de posições encetadas pelo governo federal, que simplifica o fato classificando como somenos o roubo de celular (que muitas vezes resulta em morte como no caso registrado na reportagem acima mencionada). Justifica-se, em parte, o apelo da população no caso do menor infrator. Insurge-se contra o Estatuto da Criança e do Adolescente tendo-o como redoma do menor que tenha cometido um crime. Aí, então, vai-se do paroxismo ao paradoxo. Sim, apesar de ser um anseio popular e tido como necessária, a medida contradiz a triste realidade brasileira. E qual seria ela? O conceito, a raiz do problema está no sentido primordial: na família, na escola, na formação da personalidade do menor com suporte da justiça social, do amparo e condução em casos especiais. Não faz sentido punir o menor infrator por crime cometido com medida extrema como uma solução final, pois se o problema não for combatido na raiz será como o moto perpétuo. Hoje, sabe-se que a maioria dos menores infratores descabam para o crime com coordenação deletéria que explora sua situação social. É preciso refletir sobre o que lhe ensejou trilhar o caminho do mal. E o que faz o Estado? Vira o rosto. É o que se vê e que não desperta a sociedade. O Estado tem uma política distorcida, desinteressada em assegurar às crianças em estado de risco uma boa formação, um acompanhamento, oportunidades. Não é preciso ir longe. Contemplem o papel das Escolas Caio Martins que ampararam e promoveram milhares de menores integrando-os à sociedade como cidadãos úteis, cônscios de seus deveres para com a sociedade e a Pátria. E o que fizeram nossos governos com esse patrimônio educacional e formador de cidadãos? Fecharam todas as unidades, encerraram uma página gloriosa no campo da educação e formação de cidadãos no Estado.
Resumo, para ilustrar o fato, reproduzo um texto do livro Caio Martins – uma história de amor, na página seguinte.
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