O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco instituiu 3 de junho como Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Rio São Francisco. A ação tem como objetivo promover debates sobre a importância de preservar a bacia, que abrange 8% do território nacional, que tem uma extensão de 2.863 km e uma área de drenagem de mais de 639.219 km² se estendendo desde Minas Gerais, onde o rio nasce, na Serra da Canastra, até o Oceano Atlântico, onde deságua, na divisa dos estados de Alagoas e de Sergipe.
O município de São Francisco tem um privilégio duplo em relação ao rio. Primeiro por ser seu caminho na extensão de Sul-Norte; segundo por ser homônimo dele. Em tempos passados o município tinha certa importância com muitos tributários: Acari, Pardo, Angical, Renascença, Mangaí, Guaribas, Pajeú, Boi Morto – muitos deles extintos ou intermitentes – e dois rios: Acari e Pardo seriamente comprometidos por enormes bancos de areia e pouquíssima água. Então é muito séria e comprometedora a situação do município neste contexto, ou seja, somente se vale do rio, o veio principal, e pouco se lhe dá.
O município chegou a avançar muito com ações mitigadoras em defesa do São Francisco, trabalho constante realizado nas áreas de reposição com construção de barraginhas, tanques e proteção de nascentes. Uma desastrada administração municipal não entendeu a importância vital de proteger as águas do município e, consequentemente, o rio São Francisco. Trabalho eficiente perdido.
São Francisco foi responsável (através do Codema) da criação do Comitê de Bacia Hidrográfica-SF9 cobrindo 24 municípios. Neste ano, nem mais isto tem o município, a sede do CBHSF9 foi transferida para Montes Claros. Fica a pergunta: o que há para se comemorar? Tempo há, é o que se vê na página seguinte.

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