sábado, 19 de agosto de 2017

22 DE AGOSTO: DIA DO FOLCLORE

João Naves de Melo

Festival Boi-de-Reis de São Francisco

Festival Boi-de-Reis de São Francisco
O município de São Francisco, graças a situação geográfica e de uma interessante mistura étnica composta de nordestinos, na sua maioria, e gente do Sul e do Oeste, na formação de suas raízes, alcançou uma cultura muito rica e diferenciada. Maior manifestação encontra-se no folclore, uma riqueza.

Do Nordeste as belas manifestações das danças: lundu e carneiro; dos autos: boi-de-reis, reis dos temerosos. Do Sul e centro-oeste: terno de folias, pastorinhas, São Gonçalo, dança do quatro e catira, danças de roda. E, de uma região e outra, sedimentados através dos anos, as crendices e lendas; os mitos, o rico artesanato em madeira e tecido.

No correr do ano, mês a mês, São Francisco é palco de uma manifestação folclórica que tem o condão de ligar vidas passadas com o presente guardando a perspectiva futura.

Em suma: São Francisco respira o folclore. Isso se vê palpitando nos lares e nas escolas, felizmente, pois como dizia Alceu Maynard, “mas ama um povo quem ama suas tradições”. Nós amamos.

O DIA DO FOLCLORE


O primeiro registro da palavra se deu no dia 22 de agosto de 1846 em um artigo publicado na revista The Atnenaeum. Ele juntou os termos “folk”“povo”, e “lore”“saber”, para formar a palavra “folklore”, com o significado de saber do povo, ou sabedoria popular.
O Congresso Nacional Brasileiro, oficializou em 1965 que todo dia 22 de agosto seria destinado à comemoração do folclore brasileiro. Foi criado assim o Dia do Folclore Nacional, uma forma de valorizar as histórias e personagens do folclore brasileiro.

FOLCLORE NO DIA A DIA


Além das manifestações já citadas, na área do folclore encontram-se várias outras manifestações, muitas no uso das crianças no dia a dia, as mais diversas – danças, brincadeiras festas. Muitas brincadeiras de infância que a pessoa carrega vida afora, são guardadas por pessoas antigas, como foi registrado no Lar dos Idosos de São Francisco, quando uma senhora, deficiente visual, recitou uma parlenda do seu tempo de criança.

PARLENDA


Hoje é Domingo, Pede cachimbo, O cachimbo é de ouro, Bate no touro, O touro é valente, Bate na gente, A gente é fraco, Caio no buraco, O buraco é fundo, Acabou-se o mundo.

E OUTROS:


Um, dois, feijão com arroz, Três, quatro, feijão no prato, Cinco, seis, falar inglês, Sete, oito, comer biscoito, Nove, dez, comer pasteis.
Uni duni tê, Salamê min guê, Sorvete colorido, O escolhido foi você.

Mindinho, seu vizinho, Pai de todos, Fura bolo, Mata piolho.
Dada Diniz, João Pomba Triste e 

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