São Francisco passou por meses de seca (o que tem sido uma constante) uma situação muito preocupante levando desespero à população rural causando imensos prejuízos nas atividades agrícolas, especialmente à pecuária com pastos esturricados.
Em tempos idos o mês de janeiro era chamado de “veranico”, sem chuva e com sol escaldante, agravamento da seca vindo de meses anteriores. A terrível situação era enfrentada com atos de fé, um apelo místico: a Procissão com preces pedindo chuva: com os devotos levando pedras, latas d´água na cabeça e ramos, entoando preces: “Abre a porta, meu povo/ Que lá vem Jesus/ Ele vem cansado/ Com o peso da cruz./ De porta em porta/ De rua em rua/Meu Deus, manda bom inverno/ Sem culpa nenhuma”. A procissão partia da Igreja de São Félix ou da igreja de São José – homens, mulheres e crianças, todos descalços para realçar o sacrifício – percorrendo ruas poeirentas, areia escaldante até chegar ao Cruzeiro do Quebra (que já não existe) ou ao do Cemitério, onde eram depositadas as oferendas do sacrifício.

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