segunda-feira, 7 de setembro de 2026

CONHECENDO VULTOS DE NOSSA HISTÓRIA

 ELPÍDIO CANABRAVA



Nasceu em São Francisco, fez seus primeiros estudos no seminário diamantinense, formou-se em Direito na Faculdade da Bahia. É um dos mais fulgurantes talentos de Minas Gerais. Apenas formado exerceu a judiciatura em Minas. Porém por pouco tempo,     porque sempre o atraiu a advocacia, a que se dedicou, conquistando logo grande renome. O dr. Canabrava é hoje, sem favor, considerando um dos primeiros advogados de Minas, pela inteligência e cultura. Como orador pouco a ele se igualavam. As suas vitórias na tribuna judiciária têm sido, talvez, as de maior repercussão na capital do Estado. Exerceu cargo de delegado auxiliar e, internamente, de chefe de Polícia, postos em que colheu aplausos.

Eleito deputado ao Congresso Mineiro, tem sido ali um decidido defensor dos interesses do Norte de Minas.

Ao doutor Canabrava deve a população norte mineira a restauração de várias comarcas a que ele se entregou com o maior ardor, pronunciando perante a Câmara entusiasmada, notáveis discursos em que mostra a medida pela qual  se batia nada mais que a revogação de um ato injusto, que impedia o desenvolvimento do Norte. Os discursos que, nessa ocasião, o eminente parlamentar pronunciava foram, a pedido de seus eleitores, reunidos em elegante plaquete, que carinhosamente guardam os filhos do Norte como documento mais notável da ação desassombrada de um ardoroso defensor  de sua terra..

Não poderíamos terminar estes apontamentos sobre esse mineiro de grande integridade moral, sem uma referência particular a seus conhecimentos profundos do vernáculo. Conhecimento que ressaltam suas palestras sedutora, de seus discursos e de seus trabalhos de jurista. Aliás, de saber lidimamente clássico de dr. Elpídio  Canabrava, não causa admiração àqueles que o sabem um dos primeiros latinistas de Minas.


Publicado na edição especial do Minas Gerais, órgão do governo do Estado, em 1925, na página especial focalizando “Os Mineiros ilustres”.

SÃO FRANCISCO EM 1925 - I

 Publicação no Minas Gerais, órgão do governo do Estado, em 1925.


O município é considerado como um dos mais ricos e futurosos do Norte do Estado devido à uberdade do seu rico solo que é banhado pelo majestoso rio São Francisco e seus afluentes Urucuia e Acari e também pelas diversas jazidas de diamantes situadas nos rios Acari, São Félix, Parado e Vereda do Curral

População: 23.917 habitantes

Área: 7.219 km2

Distritos: sede e os seguintes povoados: Brejo, Arrozal, Mocambo, Boa Vista. Morro com os seguintes povoados: Ingazeira, Santa Rita, Santa Justa. Conceição da Vargem com os seguintes povoados: Tiririca e Riacho Grande. Serra das Araras com os seguintes povoados: Cedro, Catarina, Riacho e Pau de Canoa. Urucuia com os seguintes povoados: Porto de Manga e Santa Cruz.

VIAÇÃO: as comunicações entre as praças ribeirinhas são feitas em navios rebocadores e chatas da empresa Viação São Francisco, Navegação Mineira e diversas embarcações a vela. A ligação entre as praças centrais – Brasília, Montes Claros, Inconfidência e Bocaiuva é feito por tropas e por carros de boi.

ESTRADA DE RODAGEM: Está em construção, às expensas do Estado, uma estrada de automóvel ligando a sede desse município à Vila Brasília, com percurso de 72 km estando já terminado o trecho entre a cidade e o distrito do Morro com uma extensão de 30 km.

CASAS: na cidade existem atualmente 782 casas e diversas em construção.

LAVOURA: cana de açúcar, algodão e cereais

INDÚSTRIA: aguardente de cana, rapadura e pastoril

EXPORTAÇÃO: gado vacum, algodão, cereais, queijo, couro, borracha de mangabeira, aguardente, rapaduras, peles, plumas de garças, peixes e fibras.

SÃO FRANCISCO NAS LENTES DO GUILHERME

  O Portal Veredas continua sua viagem através das lentes de Guilherme Barbosa Pereira, professor, diretor da EE Everardo Gonçalves, que tem reveladas preciosidades da fauna ribeirinha e belíssimos cromos da nossa urbe. É um presente e um refrigério aos olhos dos leitores.




Estou só no meio do mundo

E sem respostas às indagações; 

Seguir viagem é um chamado,

Mais só do que quando cheguei*


*Viajando Sete Portos


Um cavaleiro escoteiro tem o universo à larga, em suas viagens, para a sua apreciação: a abóboda celeste de fundo azul bordada de nuvens brancas ensaiando pinturas de figuras e animais e coisas; horizonte a se perder nos caminhos dos gerais, por vezes mergulhando os olhos em formosas veredas onde canta o vento. Quem sabe na solidão de uma estrada poeirenta ao cair da tarde dialogando com o vento...